A curva do Café

Ia botar um post hoje sobre as Lotus, mas fica pra depois. Acho que o acidente fatal do Sondermann e suas implicações são mais importantes no momento. Ou, mais especificamente, os acidentes que vem acontecendo na curva do café, causando 3 mortes em menos de 3 anos.

A curva do café é uma curva de altíssima velocidade, mas ela tem enfoques diferentes para cada categoria. Para carros de fórmula, principalmente F1, a pressão aerodinâmica é muito maior e, conseqüentemente, a aderência também, e a curva do café se transforma praticamente numa reta, em que os carros vêm acelerando desde lá embaixo, na junção. Para carros de turismo, muito mais pesados e com muito menos aderência, fica um pouco mais complicado. Obvio que já aconteceram acidentes de F1 lá, como o do Alonso e Webber em 2003, mas chovia muito, e foi uma situação atípica. Hoje em dia existe o softwall, o tal muro mais mole, que impede os carros de voltarem pra pista ao bater no muro. Mas isso só também só “funciona” com os carros de fórmula, que são mais leves e realmente ficam no muro. Para os carros de turismo, é bate e volta, e nessa, morreram os dois ex-companheiros de equipe, Rafael Sperafico e Gustavo Sondermann.

Alonso bateu na curva do café em 2003

Para melhorar esse tipo de problema, teríamos duas soluções: o aumento da área de escape (ou criação, já que não existe nenhuma), ou a criação de uma chicane um pouco antes para diminuir a velocidade. O aumento da área de escape seria uma solução para manter a emoção e as brigas no fim da reta de Interlagos. Os carros poderiam continuar saindo da junção com o pé embaixo, e no caso de uma escapada ou toque, teriam pra onde “escorregar” antes de bater, ou até mesmo, bater e não voltar pra pista. Só que além de custosa, afastaria as arquibancadas e principalmente tiraria a “punição” do muro. É como botar áreas de escape em ovais, o que ficaria bem caído. E isso iria afetar todo o tipo de categoria que corre por lá, da F1 ao classic cup do Flávio Gomes.

Solução dada pelo piloto Leonardo de souza da F3 Sulamericana no blog do Flávio Gomes

A criação da chicane para corridas de turismo seria uma medida interessante. Claro que isso iria dar uma quebrada na corrida, os carros não iriam chegar tão rápido no final da reta, mas é uma solução mais viável, barata, e que influenciaria apenas nas corridas de turismo, já que a “reta-curva” original seria mantida. Confesso que ainda não tenho uma opinião totalmente formada sobre isso, qual delas seria melhor, mas eu estou tendendo cada vez mais para a chicane. Alguém tem alguma outra opinião ou sugestão? De qualquer maneira, parece que dessa vez, finalmente a CBA vai se mexer e fazer alguma coisa. Já mandou trazer inspetor da FIA e tudo. Vamos ver o que vai dar. Só  torcemos para que não ocorram mais acidentes como esse.

Quarta ou quinta feira eu volto falando sobre o GP do próximo fim de semana: Malásia. Boa noite para todos…

Sobre Pedro Horta

Engenheiro Mecânico que dá pitacos sobre F1, mas tb apaixonado por esportes, principalmente futebol, e uma boa cerveja!
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Uma resposta a A curva do Café

  1. A CBA sempre caga o pau. Tá arriscado eles meterem a chicane e acabar com a curva do Café pra todo mundo.

    Eu preferia uma área de escape, carro tem que correr porra. Senão chama o Tilke pra dar umas pinceladas em Interlagos.

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