As “novidades” 2

Se depois do GP da Austrália eu botei um post aqui falando que as “novidades” desse ano não tinham surtido tanto efeito, agora eu venho me redimir. Nessa corrida as mudanças surtiram efeito. Tivemos um monte de ultrapassagens, carros andando lado a lado (facilitado pelo bom circuito projetado por Hermam Tilke), boas disputas, e um certo caos nos boxes.

O KERS foi a que menos funcionou, e na verdade, mantenho a minha opinião da corrida passada. Como quase todo mundo usa, fica todo mundo na mesma. Pra não dizer que não serviu pra nada, serviu pra deixar as outras equipes mais próximas da Red Bull numa disputa com o Webber (já que o Vettel não disputou nada com ninguém). A equipe austríaca não só tem usado o KERS na largada, porque, aparentemente, tem um tipo tão revolucionário do equipamento (dizem que dividido em duas partes para melhorar a distribuição de peso do carro) que ainda não sabe muito bem as merdas que podem dar nele.

A asa móvel, que na TV virou DRS, só pra queimar minha língua funcionou da forma que devia funcionar e de maneira exatamente oposta do que eu falei da outra vez. Ajudou bastante nas ultrapassagens, quando o carro saia realmente colado com o da frente. Funcionou legal, mas ainda achei meio artificial. Aliás, ela criou uma situação curiosa: na Malásia, o grampo que antecede a reta principal sempre foi também um ótimo ponto de ultrapassagem, mas na corrida do fim de semana não se podia usar a asa móvel na reta oposta. No começo da corrida, alguns pilotos vinham ultrapassar seus adversários no fim da reta oposta, na freada do grampo e conseguiam sem problema nenhum, só que ao contornarem o grampo, o carro ultrapassado podia atacar de volta usando a asa móvel. Resultado, o cara chegava no carro da frente, passava no grampo e tomava de volta depois. Só com o Webber isso aconteceu umas duas vezes, até perceber que ultrapassar só na reta de chegada.

Kobayashi ultrapassando Schumacher pela enésima vez no domingo.

Mas a grande mudança foram os pneus Pirelli. Eles são realmente bem diferentes entre si, e se desgastam muito rápido. E então, num dado momento, você acaba tendo carros com pneus em melhores condições do que o dos outros, rodando às vezes mais de um seg. mais lento. A grande maioria fez 3 paradas, Webber ( por enquanto o grande comedor de pneus) fez 4 e Koba fez 2, mostrando que o carro da Sauber economiza bem os calçados novos. O problema é que os pneus estão se sobressaindo muito em relação aos carros. É provável que com um pneu melhor, uma Sauber ultrapasse sem grandes dificuldades uma Ferrari ou uma McLaren por exemplo. Mas de qualquer maneira, divertiu, valeu pelas constantes trocas de posições e brigas legais. Acho até que não precisava mais de KERS, asa móvel e mais um monte de coisas, só esses pneus já seriam o suficiente para causar toda essa confusão. E olha que só foram usados os pneus macios e os duros, ainda não entraram os supermacios, que teoricamente desgastam ainda mais. Vale ressaltar que o rendimento dos pneus ainda está muito ligado a temperatura no dia da prova, então corridas em temperaturas amenas devem ficar parecidas com as da Austrália.

Hoje eu vou ficando por aqui. Como já tem corrida de novo esse fim de semana, quinta feira eu volto falando do GP chinês. Boa noite para todos…

Sobre Pedro Horta

Engenheiro Mecânico que dá pitacos sobre F1, mas tb apaixonado por esportes, principalmente futebol, e uma boa cerveja!
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3 respostas a As “novidades” 2

  1. Imagina o seguinte:

    GP do Brasil, 35 voltas completadas. Valendo campeonato, Vettel e Alonso entram juntos na junção. O Alonso coloca a asa em “stall mode” mete o dedo no botão do Kers e eles vem que nem loucos subindo a reta. Aí Alonso com menos arrasto, pega o vácuo, bota de lado só que a pista tá imunda de pedaço de pneu na curva do… Café! O que acontece?

    A) Alonso passa Vettel ali mesmo
    B) Eles vão dividir a freada do S do Senna
    C) Alonso morre
    D) Cataclisma espaço-temporal invertendo todas as leis do universo e vitória de Yuji Ide surgido desse buraco negro pilotando uma Eurobrun.

  2. Rafael Xavier diz:

    Opção D e gostaria que fosse numa Minardi. Sempre gostei dela.

    Pepe, você que é o chefe, explica ai como a Sauber faz para gastar tão pouco os pneus.

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